ITAPETINGA | Estudante de medicina atuava como médico na UTI do Hospital Cristo Redentor

SUDOESTE DIGITAL (Da redação) - O estudante de medicina Jean Franco, que atuava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cristo Redentor (Fundação José Silveira), em Itapetinga, foi conduzido e autuado pela polícia civil suspeito de exercício ilegal da profissão.

Segundo denúncias, o pessoal da unidade se dirigia à ele como "doutor", o que levou a polícia a fazer diligências no hospital, nesta terça-feira (23). A direção do Hospital Cristo Redentor ainda não se pronunciou.


A Polícia Civil instaurou inquérito policial para apurar os fatos, pois informações dão conta conta que possíveis óbitos na UTI do referido hospital podem ter acontecido por imperícia do suspeito. A reportagem tenta contato com o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) e com defesa do suspeito.

De acordo com o delegado Roberto Júnior, coordenador da 21ª Coorpin, a equipe foi até a UTI e constatou "que um indivíduo de fato estava no interior do setor restrito aos profissionais da saúde, trajando um jaleco branco, comumente utilizados por médicos, com a inscrição “MEDICINA”.

Em depoimento, Jean (que aparece na UTI segurança a inscrição "ESTAMOS") negou ser médico, afirmando ser estudante de medicina no Paraguai e que se encontrava no hospital de Itapetinga exercendo uma função administrativa. Os demais profissionais de saúde da UTI foram intimados a prestar depoimento. A reportagem obteve imagens em sua rede social.

O crime de exercício ilegal da medicina, odontologia ou farmácia está previsto no artigo 282 do Código Penal, que descreve a conduta criminosa como sendo o ato de exercer as mencionadas profissões sem autorização do órgão competente ou fora dos limites impostos pela legislação. A pena prevista é detenção de 6 meses a 2 anos. Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se também multa.

A reportagem foi informada que, ao serem questionados sobre a função de Jean, entraram em contradição, ora afirmando ser da função administrativa, ora como estagiário de medicina, em que pese todos se referirem a ele como “doutor”.

O curso das investigações, a que a reportagem investigativa teve acesso por meio de fontes, vai apurar, ainda, se o “doutor”, como era chamado, esteve assistindo pacientes que vieram a falecer nos últimos dias na unidade.

No interrogatório ele disse que desde o início de 2020 atua no Hospital Cristo Redentor, sendo um período como estudante de medicina e outro período como consultor administrativo. Jean foi ouvido e liberado, devendo responder em liberdade.

As denúncias apontam que o estudante teria se passado por médico, quando na verdade tinha um cargo na área administrativa, em contrato firmado com a empresa da cidade pertencente a um médico local, cujo nome ainda não foi relevado

Os investigadores flagraram o “doutor” de jaleco branco, com a inscrição “medicina”, comumente utilizado por médico, no setor restrito aos profissionais de saúde. Ele negou ser médico, mas revelou que era estudante de medicina no Paraguai.

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