PREVISÃO DO TEMPO

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Greve nos Correios completa 10 dias e ganha adesão de 85% em Conquista


A greve dos Correios completa 10 dias sem que haja avanço nas negociações entre governo e sindicalistas. De acordo com o delegado sindical da Regional Sudoeste, Carlos Alberto Moreira Santos,  em Conquista 85% dos ECTistas então no movimento e no estado esse número está nessa mesma proporção, enquanto que nos demais estados que já aderiram esse número está entre 85 e 89%  greve.

Com a suspensão nas entregas, muitos clientes reclamam, pois são obrigados a ir retirar os objetos postais no Centro de Distribição Direta, mas há os que apoiam o movimento, defendendo que se trata de um direito assegurado por lei.

"É um alerta à população quando à tentativa de fechamento de agências", observa o sindicalista. "Além do fechamento de agências, também será o fim da entrega de cartas simples nos próximos seis meses, pois o atual presidente da empresa quer transformar o correio em uma empresa de logística, reduzir o quadro de funcionários, e  retirar as agências das cidades menores."

Iniciado dia 19, logo após a assembleia geral que aconteceu simultaneamente em todo o Brasil, nas principais capitais brasileiras, o movimento em nível nacional tem como motivos o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise e ameaça de privatização.

Além disso, os grevistas protestam contra o corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.

Para Carlos, a situação é grave. "Na última audiência que tivemos com o presidente dos correios a proposta dele para os funcionários é de redução de direitos e ameaças de demissão em larga escala em que nem o trabalhador nem a população foram levados em consideração. Ele demonstrou apenas preocupação em reestruturar a empresa para que se torne atraente para o setor privado. Nossa empresa faz parte da história do Brasil, com mais de 350 anos, faz parte da nossa soberania e deveria ser respeitada por isso.", finalizou.

A  Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Fentect) reitera que a greve foi o último recurso e que está aberta a negociação, pois entende a importância que os Correios têm para o país e que sua luta é contra o sucateamento de serviços e por melhores condições de trabalho. 

A entidade afirma que “está tentando junto aos Correios, Tribunal Superior do Trabalho (TST) e governo alternativas para o conflito”. Já a Findect não aceitou o reajuste de 3% proposto pelos Correios somente a partir de janeiro. A federação e seus sindicatos insistem no reajuste retroativo à data-base da categoria, que é 1º de agosto.




PRF é preso e encaminhado para Polícia Federal; ele já vinha sendo investigado pela prática de irregularidade funcional

Eraldo Brandão
Imagem: Facebook/Eraldo Brandão
A Corregedoria da Polícia Rodoviária Federal no Piauí prendeu na manhã desta quinta-feira (28) um policial rodoviário federal identificado como Eraldo de Castro Brandão, enquanto ele trabalhava no posto de Campo Maior, onde estava lotado.

De acordo com a PRF, o inspetor já vinha sendo investigado pela prática de irregularidade funcional e terminou sendo preso nesta manhã e encaminhado até a sede da Polícia Federal, em Teresina, onde está sendo ouvido. 

As investigações foram iniciadas em Brasília, de onde foram deslocados integrantes da Corregedoria Nacional da Polícia Rodoviária Federal para acompanhar a prisão de Eraldo nesta manhã. 

Candidaturas 

Eraldo de Castro Brandão foi candidato a deputado estadual pelo PT do B no ano de 2014 e nas últimas eleições, em 2016, concorreu ao cargo de vereador pelo PMN, em Teresina, mas também não foi eleito.

Eraldo de Castro Brandão

A Polícia Rodoviária Federal emitiu uma nota de esclarecimento sobre a prisão do inspetor e afirmou que serão dados maiores detalhes sobre as investigações, após o depoimento do policial. 

Confira a nota na íntegra 

Nota de Esclarecimento 

A Corregedoria de Policia Rodoviária Federal prendeu nesta manha de quinta feira (28) no Posto de Campo Maior um PRF, onde trabalhava, pela pratica de irregularidade funcional. A Corregedoria ainda esta fazendo os procedimentos, ouvindo o depoimento do Policial e, na parte da tarde, após a conclusão de todos os procedimentos, a Polícia se manifestará com mais esclarecimentos a respeito do caso. Grato, Barros Filho Núcleo de Comunicação Social.

Por: BRUNNO SUÊNIO E THAIS SOUZA 

Família de Geddel pede reintegração de posse de fazenda ocupada por índios; PF foi notificada para investigar o caso

Imagem: Divulgação/acervo
A defesa da família de Geddel e Lúcio Vieira Lima pediu nesta quinta-feira (28) em ação na Justiça a reintegração de posse da fazenda Esmeralda ocupada por indígenas na cidade de Itapetinga, sudoeste do estado, desde a madrugada de sábado (23).
Nessa quarta-feira (27), a Polícia Federal em Vitória da Conquista foi notificada para investigar o caso, já que se trata de ocupação indígena. A delegacia da PF em Conquista informou que encaminhou também nesta quarta o inquérito para a delegacia de Ilhéus - o deslocamento da investigação causou estranhamento para a defesa dos Viera Lima e o delegado da Polícia Civil Antonio Roberto Júnior. A situação, segundo ambos, deveria ser investigada pela delegacia de Vitória da Conquista mesmo, que compreende Itapetinga em sua área de jurisdição.  
A disputa pela fazenda será decidida pela 2ª Vara Cível de Itapetinga, onde o advogado Franklin Ferraz, contratado pelos irmãos, deu entrada no pedido de reintegração de posse da fazenda, que no momento da ocupação tinha, segundo ele, 711 cabeças de gado -  todas retiradas no domingo passado.
Presidente do conselho diretor da Associação Nacional de Ação Indigenista (Anai), o antropólogo José Augusto Sampaio disse que a ocupação de índios da etnia Pataxó Hã-hã-hãe no local “parece mais um protesto, devido ao momento político”.
Sampaio estuda há décadas a presença de índios na Bahia e afirmou que não há qualquer laudo antropológico ou pedido de estudo referente à área ocupada por mais de 20 índios no sábado passado.
A Fazenda Esmeralda, de 643 hectares, faz parte de um conjunto de 12 propriedades que somam mais de 9 mil hectares, avaliadas em cerca de R$ 67 milhões. O primeiro título da propriedade é de 1937, época em que o estado da Bahia realizou a doação de diversos títulos de terra para terceiros na região. 
A posse da fazenda está dividida entre os irmãos Geddel (ex-ministro), Lúcio (deputado federal), o espólio do falecido ex-deputado federal Afrísio (que têm 50% da área) e a mãe deles, Marluce Quadros Vieira Lima, detentora da outra metade e viúva de Afrísio Vieira Lima, que comprou a propriedade em 1995. 
Protesto

O tom do protesto, avalia o antropólogo José Augusto Sampaio, seria devido ao envolvimento no caso de desvio de dinheiro público do ex-ministro da Secretaria Nacional e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, preso preventivamente desde o dia 8 de setembro no Presídio da Papuda, em Brasília.

A prisão ocorreu depois de a Polícia Federal encontrar digitais do político do PMDB em cédulas de dinheiro num apartamento em Salvador ligado a Geddel - no imóvel foram apreendidos R$ 51 milhões. Geddel é suspeito de desviar dinheiro da Caixa Econômica Federal na época em que foi vice-presidente de pessoa jurídica do banco, entre 2011 e 2013. A defesa dele não foi localizada para comentar o assunto. 
Ocupação

Como justificativa para ocupar a Fazenda Esmeralda, os índios disseram que o local é sagrado porque a propriedade abrigaria três cemitérios supostamente indígenas, que podem servir como marco para o início de uma possível demarcação. Até o momento, os índios localizaram apenas um cemitério que a defesa da família Vieira Lima afirmou que é de não índios.

Os indígenas disseram que a ocupação foi pacífica, apesar de funcionários que estavam na propriedade no momento da ocupação terem relatado à Polícia Civil que os índios estavam com espingardas. A Polícia Militar esteve no local nesta terça-feira (26) e não encontrou armas.
“O fato de ter um cemitério no local não quer dizer, por si só, muita coisa. Pode ser o início de uma investigação, mas é preciso relacionar, por meio de um laudo técnico antropológico, o cemitério com a presença histórica e tradicional dos índios nessa área. O que me parece, diante do momento atual, é que a ocupação é política, uma forma de protesto”, disse o antropólogo José Augusto Sampaio.
 
Decreto antigo

O estudioso da causa indígena lembra que o governo da Bahia, por meio da Lei Estadual nº 1916, de 1926, cumprindo determinação contida em Decreto de 20 de março de 1926, destinou na 50 léguas quadradas para a preservação de recursos florestais e para a proteção de índios Pataxó, Tupinambá e outros que lá fossem encontrados.

“Essa área do decreto nunca teve demarcação. Pode ser, contudo, que ela abranja o território que está sendo reivindicado”, disse Sampaio, segundo o qual a área da Fazenda Esmeralda e entorno não foram alvo de estudos antropológicos quando da demarcação dos 54 mil hectares julgados em 2012 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como de habitação tradicional indígena dos Pataxó Hã-hã-hãe. Esta área do julgamento fica em Itaju do Colônia, cidade do sul da Bahia a pouco mais de 90 km de Itapetinga.   
O CORREIO não conseguiu falar com lideranças indígenas sobre a ocupação. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi), ligado à Igreja Católica, ficou de manter contato com prepostos no sul da Bahia e informar à reportagem as reivindicações dos índios, mas isto não ocorreu. A Fundação Nacional do Índio (Funai) informou que não tem conhecimento da ocupação.
Milícia 
A ocupação da Fazenda Esmeralda gerou uma onda de temor entre os fazendeiros da região de Itapetinga, onde há, segundo o Sindicato Rural, 415 propriedades e um rebanho bovino de 97.623 cabeças de gado – o rebanho da Bahia é de 9,9 milhões.

O presidente do sindicato Eder Rezende afirmou que os donos de fazendas “estão se preparando de forma conjunta para se defender das invasões”, com a possibilidade, inclusive, de formarem milícias armadas.      
“Quanto à forma que isso será feito, não posso afirmar. Nos grupos de Whatsapp, estão muito nervosos, alguns mais exagerados falam em formação de milícias. Não tenho propriedade no entorno daquela área, mas, se tivesse, iria também tomar providências para defender o que é meu”, disse Rezende. (Correio 24h)

Após chacina que matou três ciganos, grupo armado tenta invadir hospital


Na noite desta quarta-feira (27/09), três pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas em uma intensa troca de tiros entre ciganos, no município de Angical (a 857 quilômetros de Salvador). De acordo com informações policias, o tiroteio teria começado após uma discussão entre os envolvidos que são da mesma família. A motivação da confusão ainda é desconhecida.

Segundo informações preliminares, dois dos mortos foram identificados inicialmente pelos prenomes Felipe e Ramon e o terceiro pelo apelido de “Porquinho”. As quatro pessoas feridas foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para o Hospital do Oeste, em Barreiras (a 53 quilômetros de Angical). O estado de saúde delas foi foi divulgado.

Depois do crime, outros ciganos chegaram no hospital, onde os feridos estão, com armas de fogo, munições, além de facões e outros objetos. Todo o material foi apreendido pela Polícia Militar e apresentado, juntamente com os detidos, na delegacia da região

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