PREVISÃO DO TEMPO

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Identificado motorista que atropelou e matou pintor conquistense em São Paulo

Gilmar Mata pedalava em ciclovia pouco antes de ser atropelado
Jussara Novaes (SUDOESTE DIGITAL) - A polícia de São Paulo identificou como sendo Mário Prestes o motorista que atropelou e matou o pintor Gilmar Barbosa da Mata. Natural de Vitória da Conquista, Gilmar foi arrastado por mais de 2 km em um acesso para a Marginal Tietê na tarde de quarta-feira (30), foi fotografado no percurso pouco antes de morrer. Ele deixou a Bahia na década de 1990.

A imagem foi feita pelo amigo Lusimar Rodrigues na Marginal Pinheiros com o celular. Gilmar completaria 46 anos nesta sexta-feira (1º). Ele usava pela primeira vez a bicicleta para fazer o percurso entre sua casa, em Osasco, e o Real Parque, na Zona Sul de São Paulo.

Ele foi atropelado na Avenida das Nações Unidas, em Osasco. O ciclista se segurou no capô do carro por cerca de dois quilômetros, soltando-se apenas na região do Cebolão, viaduto que dá acesso à Marginal Tietê. Barbosa não resistiu aos ferimentos e morreu.

O caso foi registrado como homicídio doloso (quando há intenção de matar). A polícia já sabe o modelo e a cor do carro. A câmera de um posto de combustíveis poderá ajudar na investigação. Testemunhas prestaram depoimento e não souberam informar a placa do veículo.

O amigo Lusimar Rodrigues afirmou que o Gilmar empurrava a bicicleta no momento do atropelamento. Disse ainda que ele não teria morrido caso o motorista tivesse parado para prestar socorro.

Gilmar deixa mulher e dois filhos. A cunhada do ciclista, Dioná da Mata, afirmou que a família pede que o caso não fique impune. “A gente quer justiça”, diz.

Polícia Civil deflagra Operação Pedra Afiada contra traficantes e homicidas em Itambé


ITAMBÉ - A Polícia Civil da Bahia, por meio na 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, DT de Itapetinga e DT de Itambé, com o apoio de Policiais Militares da 8a CIPM e Guarda Municipal de Itambé, deflagrou nesta quinta-feira, 31, a Operação pedra Afiada. A ação teve o objetivo de reduzir o tráfico de drogas, principal causa dos homicídios.

Para tanto, a Polícia Civil representou à Justiça pela decretação de mandados de busca e apreensão em residências de integrantes de grupos criminosos. Pedra Afiada é a denominação em tupi-guarani para Itambé.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, sendo apreendidos 20 pinos de crack, 10 pinos de cocaína, 03 pés de maconha e farto material utilizando para embalar entorpecentes. Foram conduzidos seis pessoas à DT de Itambé, dos quais foi autuado em flagrante Jorge Floriano Santos, vulgo IAN, por tráfico de drogas e confeccionado um BOC contra um adolescente infrator, bem como um adolescente infrator foi conduzido por envolvimento em um homicídio.

Caatiba é a cidade que mais encolhe no Brasil, diz IBGE; município fica no Sudoeste da Bahia

Imagem relacionada
A população diminuiu em 1 entre cada 4 municípios O IBGE destacou que quase ¼ (25%) dos municípios tiveram suas populações reduzidas entre 2016 e 2017.
Jussara Novaes (SUDOESTE DIGITAL) - Os quatro municípios que apresentaram a maior redução da população entre 2016 e 2017 foram Caatiba (-21,93%), na Bahia, Altamira do Maranhão (-20,96%) e Brejo da Areia (-16,74%), ambos no Maranhão, e Itanagra (-16,27%), também na Bahia. 
Estes quatro municípios, no entanto, sofreram alteração de limites com municípios vizinhos. O IBGE destacou que “os remanejamentos populacionais, devido a alteração de limites. Sobre Caatiba, a principal atividade econômica é a pecuária, onde se destaca a criação de gado bovino, produção de queijo, requeijão e manteiga. A agricultura é bastante diversificada, onde são trabalhadas as culturas de: banana, mandioca, cacau, cana, feijão, milho, café e além de outros. 
DESLOCAMENTO
Esta tendência ocorreu, principalmente, no grupo de municípios com até 20 mil habitantes (32,5% ou 1.236 municípios). “Há uma tendência de deslocamento das pessoas que moram em pequenos municípios para cidades maiores em busca de melhores condições de vida e melhor acesso à educação e ao emprego”, explicou a pesquisadora da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE, Izabel Marri.
HISTÓRIA
Primitivamente, a região de Caatiba era habitada pelos índios Imborés e Mongoiós. O povoamento começou em fins do século XIX por aventureiros a procura de terras férteis para a agricultura e pecuária.
Em 1899, fugindo da seca, Francisco Viana de Castro foi para Caatiba, sendo um dos pioneiros do povoamento da região. Devemos também destacar a figura de Galdino Félis Barreto (residiu em frente à praça Clériston Andrade e faleceu em 1981, com quase cem anos de idade), um dos primeiros homens a desmatar essa região. Ele veio descendo de Vitória da Conquista à procura de novas terras para plantar.
O território de Caatiba pertencia à cidade de Vitória da Conquista, sendo criado o distrito de Matas de São Paulo em 7 de outubro de 1937. Depois, pelo Decreto Estadual 141, de 31 de dezembro de 1943, passou a se chamar Caatiba. Foi desmembrado do município de Vitória da Conquista pela Lei 1 401, de 1º de Abril de 1961.
Caatiba possui o distrito-sede e o de São José do Colônia. O distrito de São José do Colônia pertencia ao município de Itambé. O distrito de Icaraí do Ranulfo pertencia a Caatiba, sendo atualmente pertencente ao município de Nova Canaã. Criado legalmente em 13 de maio de 1982 através da lei sugerida pelo deputado Naomar Alcântara, o distrito de Icaraí do Ranulfo surgiu de uma pequena propriedade de Manoel Antônio dos Santos, que a vendeu em 1938 para Ranulfo Requião. Este muito contribuiu para o desenvolvimento da região de Icaraí. Pela lei 12.565 de 10 de janeiro de 2012 o distrito de Icaraí passou a pertencer a Nova Canaã.
Pertence a este município as seguintes comunidades: Rio de Areia, Serra Pelada, e outras que são como povoados próximos a área urbana da cidade Caatiba, nestes povoados existem fazendas, escolas, unidades básicas de saúde (UBS), cachoeiras, rios, montanhas e muita floresta.

Governo exuma ossada que pode ser de guerrilheiro baiano morto na ditadura

Retirada de ossada atribuída a João Leonardo da Silva Rocha, morto na ditadura militar
Imagem: Eugênia Augusta Gonzaga/Divulgação
VITÓRIA DA CONQUISTA, BA (FOLHAPRESS) - Uma ossada exumada do cemitério de Palmas do Monte Alto (BA) nesta quarta-feira (30) é suspeita de ser do desaparecido político João Leonardo da Silva Rocha, assassinado durante o regime militar. Ele foi um dos 15 presos trocados pela libertação do embaixador americano no Brasil Charles Burke Elbrick, em 1969.
O material coletado passará por análise de peritos da Secretaria Nacional de Segurança Pública, braço do Ministério da Justiça. Em caso de apresentar condições de preservação, passará por comparação genética com o DNA de Maria Anália da Silva Rocha (falecida) e de Mário Rocha, 79, respectivamente, mãe e irmão de João Leonardo.
Nascido em Salvador, João Leonardo da Silva Rocha foi morto numa emboscada da Polícia Militar em 4 de novembro de 1975 numa fazenda do município do interior baiano. Apontado à época como perigoso pistoleiro, foi enterrado com o nome falso de José Eduardo da Costa Lourenço, adotado por ele como disfarce quando chegou à cidade.
Em São Paulo, onde era bancário, João Leonardo teve atuação de destaque na militância política de extrema-esquerda. Ele foi preso em 1969 pelo regime militar, antes de ser libertado em troca do embaixador -junto a ele, estava também José Dirceu, que mais tarde seria ministro do governo Lula.
O embaixador foi sequestrado por guerrilheiros do MR-8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro) e da ALN (Aliança Libertadora Nacional), da qual João Leonardo fazia parte.
Em liberdade, o baiano foi para Cuba e ajudou a criar o Molipo (Movimento de Libertação Popular), organização revolucionária guerrilheira. Voltou na clandestinidade para o Brasil, em 1971, indo primeiro para Pernambuco e depois Bahia, onde foi morto em circunstâncias não esclarecidas.
"Encontramos ossos da perna lateralmente onde estavam os restos mortais de outro cadáver. O material está em mau estado de conservação, devido ao tempo decorrido e à exposição ao solo durante anos", disse o coordenador científico da CEDMP (Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos), Samuel Ferreira.
Ligada ao Ministério dos Direitos Humanos, a CEDMP é responsável pelas investigações sobre o assassinato de João Leonardo, cujo reconhecimento como uma das vítimas da ditadura militar se deu com base na lei 9.140/1995. Os primeiros resultados sobre os exames devem ser divulgados em três meses.
A presidente da CEDMP, procuradora federal Eugênia Augusta Gonzaga, disse que deseja com esse trabalho, "esclarecer a morte de João Leonardo, dar à família o direito de sepultar seus mortos e registrar na história que ele foi mais uma vítima do regime da ditadura militar no Brasil".
As buscas, que ocorreram em data mundial simbólica -30 de agosto é considerado pela ONU (Organização das Nações Unidas) como o Dia Internacional dos Desaparecidos Forçados- está sendo acompanhada pelo irmão da vítima, Mário Rocha, 79, e pelo jornalista Celso Horta, 69, que está escrevendo um livro sobre o Molipo, em que boa parte é dedicado à narrativa da vida de João Leonardo.
BAIXAS
Dos 22 guerrilheiros do Molipo que entraram no Brasil, 17 foram assassinados.
"João Leonardo foi último desses. Ele foi para o norte de Pernambuco com o objetivo de montar um núcleo de guerrilha. Comprou um sítio e ficou vivendo durante três anos nesse lugar", contou Horta.
"Só que à medida que a organização dele foi tendo baixas, acabou ficando parado lá naquele lugar, sem fazer nenhuma ação, sem participar do movimento, tentando sobreviver ali naquele local. Até que ele percebeu que estava sendo vigiado e fugiu para a Bahia."
A família de João Leonardo só soube da morte dele em 1978. "Estava aguardando que ele voltasse de Cuba quando tivesse a anistia aos exilados políticos [cujo movimento já existia, mas só veio a virar lei em 1979]. Fiquei sabendo da morte por meio do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh", disse o irmão Mário Rocha.
"O último contato que tive com ele foi quando da libertação relacionada ao embaixador americano. Ele não quis falar muito sobre o assunto, com medo de envolver a família na luta que ele estava envolvido. Conversamos num hotel, ele ficou com medo de alguém estar escutando a nossa conversa. Pediu que tomássemos cuidado", afirma o irmão.
Sobre as buscas aos restos mortais, afirmou que "estamos fazendo isto por questão de história, de registro, para que não fiquem impunes, para que todos saibam o que aconteceu de verdade. A história tem de relatar isto para as próximas gerações".
Texto: MÁRIO BITTENCOURT

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